May 19th

cut.deep

Red wine
Black chills
And a pocket full of pills

To prove you’re wrong
Again and again
To prove you’re wrong
With me
And the rest will never need to know

You’re wrong
With me
And the rest will never need to know

20120519 @ 1554
April 18th

“Hoje acordei sozinho”

Esta manhã a primeira coisa que pensei foi que hoje acordei sozinho… e sem certeza do que isso quereria dizer, refleti sobre o assunto.

Será que pensei nisto porque abri os olhos, rodei a cabeça e não estavas lá. Nem tu nem ninguém. Hmmm… Estranha sensação de silêncio, vulgar sensação de vazio.
Talvez não…
Talvez tenha sido só porque não precisei de auxílios para acordar. Não dei espaço para que o desconfortável alarme do meu despertador me abrisse os olhos em sobressalto, foi apenas um bocejo que me trouxe ao dia. Em comum…? Só a estranha sensação de silêncio, a vulgar sensação de vazio…

A certeza… Essa, é a que uma frase não chega para se explicar tudo a alguém.

20120418 @ 1210
December 6th

Espelhos, como água, não aquecem. Lavam-me a cara, das velhas feições, de fartos costumes.
Espelhos, como ar, não são limpos. Sujam-me o outro eu, de novos prazeres, de gula e engodo.
Espelhos, como fogo, não enchem. Aleijam-me a voz, com o resto que mais ninguém quer.
Espelhos, como eu, só esperam que alguém se chegue perto, para mentir, enquanto a terra não reclama o seu filho.

20111206 @ 2102
November 22nd

leech

unleash the knives you used
to cut your slices of youth

and take some time to drain my heart too…

rewind the clocks you set
to wake you from your debt

memories don’t last a bit
and you could never learn a thing from it

20111122 @ 0157
September 20th

Só assim

Se já disse adeus hoje? Só a mim. Mais ninguém o ouviria. E como deixei de ouvir o sim… até qualquer dia.

20110920 @ 1626
April 23rd

zero um, dois três, quatro…

zero um, dois três, quatro… cinquenta escudos ao ar. 

20110423 @ 1800
March 11th

Meio passo

Da ponte ao rio, vai um caminho.
Um.
Um conjunto de passos, uns quantos, uns tantos.
Não um.
Uns quantos.
Levantam-se os pés do chão e resta um outro.
O último.
O que chama a saudade de todos os que ficaram para trás… de onde ainda se via ponte.

Soulsavers - Pharao’s Chariot

20110311 @ 1643
December 30th

Há uma nota que rasga, e o romper da carne, deixa fugir uma luz escondida, nada deste mundo. Esta memória deixa-me uma história para contar, mesmo no meio de existências repetidas, há algumas raras pausas no tempo, que são imagens de arrepios, e que agarram. Só não me recordo de quando nos largam…

20101230 @ 1507

(via artpixie)

20101230 @ 1413
November 3rd

Contos (parte 3 de ??)

A canção na rádio acaba, e logo de seguida… nada. De volta ao silêncio. De volta aos contornos de um dia cinzento sem nada para contar. Por certo algum esforço me traria palavras, juntamente com um motivo para descrever, mas esforços em tentativas de narrativa apenas servem para se consumirem os inúteis segundos de vida que as contemplam, as narrativas, claro. Nada se entende por esforço. Nada se dá a entender por persistência. A compreensão é uma questão de humor e oportunidade. O processo comunicativo como o conhecemos é pura e simplesmente inútil. Por isso, apenas desdobro a porta atrás de mim. Deixo o rádio ligado, em silêncio. Deixo-me ir. Para onde? Não sei. Algum magnetismo universal me fará andar até um propósito qualquer que se revelará a seu tempo. Já alguém disse uma vez que “toda a água vai parar no mar. Não interessa onde nasce nem por onde passa. Cada gota existe para lá chegar”. E certo disto, também eu me sinto capaz de abdicar do esforço para encontrar direcções acertadas.

(a continuar…)

20101103 @ 0712
September 9th

Contos (parte 2 de ??)

Viro-me para dentro. Ligo o rádio. Música. Ajuda-me sempre a descobrir um pouco de coragem, para acelerar os movimentos incertos e dormentes de uma noite com pouco menos de 4 horas de sono. Prática bastante comum…. Sempre disse que dormir era uma perda de tempo. E pior que dormir, é sonhar. Estar completamente incapaz de escolher o rumo dos acontecimentos. Sonhar que se cai do alto, sonhar que ninguém nos consegue ouvir, sonhar com pessoas que nos fazem mal, por motivos que não têm lógica, ou até mesmo sem motivo algum, em sítios que não existem. Sonhar que nos perseguem. Correr, correr e correr enquanto se tenta sair em vão daquele lugar, dali, onde não queremos mesmo estar… Pior que tudo, sonhar com a realidade, com o quotidiano ou sonhar com o futuro. Isso sim, bem pior. Se por algum motivo o sonho se anuncia como algo que poderá vir a acontecer, e se o acordar não o apagou da nossa memória quando voltamos a nós, passamos tempos e tempos a desejar que o sonho não se realize. Porque não queremos acreditar em profecias nem destinos. Queremos um caminho em branco, para ser definido na hora. Poder viver a acreditar no presente. E que a nossa capacidade de escolha serve-nos de alguma coisa, para fazer das nossas vidas aquilo que desejamos livremente. Há quem diga que é bom sonhar. Sonhar que se voa, por exemplo, que se consegue enganar a física e sentir o que as asas nos podem dar. Dizem que sim. Eu também o digo. É verdade. É bom, mas depressa se desvanece… e não compensa tudo o resto.

(a continuar…)

20100909 @ 0116
September 8th

Contos (parte 1 de ??)

Pouco depois de acordar vi que já não estava tanto calor como era costume. O Verão rigoroso deixou-nos habituados a transpirar assim que os primeiros raios apareciam de manhã por cima do rio. Mas as largas semanas sem chuva estavam para acabar. Assim prometia o cinzento que fura a janela da sala. Pode-se dizer que era um daqueles dias que convidam a ficar em casa, a beber uma caneca quente de café, ler qualquer coisa que nos faça esquecer que há uma outra coisa para se fazer, e ouvir o vento assobiar por entre os vidros. Estranhamente, o vento deve ter-se esquecido de por aqui passar hoje. As árvores no jardim estão mais quietas que estátuas. Agora que reparo… Lá fora, está tudo silencioso… extremamente silencioso. Silencioso demais. Abro as janelas. Nada se ouve. Nem sequer as rotineiras conversas dos pardais. Mais atentamente, apercebo-me que a única coisa que consigo ouvir é o zumbido do silêncio, que só nos aparece quando não há nada para se ouvir. Rapidamente percebo que não estou surdo. Quase em pânico, o instinto faz-me roncar a garganta, como quem se prepara para discursar. Apenas para ter a certeza de que era capaz de ouvir. As coisas idiotas de que nos lembramos de fazer quando o medo nos acorda com um arrepio. Fico quieto mais uns instantes… e continuo a ouvir o silêncio exterior. Uma perturbante ausência de movimentos deixa-me curioso. Mas chega de paranóia matinal…

(a continuar…)

20100908 @ 0112
August 13th

Às vezes esqueço-me de acreditar…

… que um dia pode não existir.

So far today…

You had no views on your photos

20100813 @ 2048
April 15th

“Didn’t want to lose you once again
Didn’t want to be your friend
Fulfilled a promise made of tin
And crawled back to you

I’m all by myself
As I’ve always felt
I’ll betray myself
To anyone, lost, anyone but you”

20100415 @ 1847
April 7th
Há mais possibilidades de encontrar alguém que tenha mais paciência para cuidar de nós, do que sermos nós a ter paciência para nós próprios.

Há mais possibilidades de encontrar alguém que tenha mais paciência para cuidar de nós, do que sermos nós a ter paciência para nós próprios.

20100407 @ 1447